29 de dezembro de 2025

Desafios da Igreja nas Metrópoles brasileiras

Entre os desafios das Igrejas na metrópole, em especial, das comunidades da nossa IECLB escolho o teológico: Onde está a Cruz de Cristo nas Cidades? Onde estão os sinais da ressurreição?

Esse assunto é prioridade para os cristãos da cidade. Quem tem olhos só para ver milagres, prosperidade, vitória, prazer, sucesso, não tem olhos para enxergar que Deus se revela no Crucificado.  Martim Lutero afirmou que o conhecimento verdadeiro de Deus passa pelo Jesus crucificado. Deus revela o rosto da graça e do amor. Quem enxerga a Cruz de Cristo estampada  na realidade urbana vê sinais da ressurreição, conhece a paz do Cristo de Deus. 

Esse desafio teológico passa pela necessidade da contextualização da teologia, do falar de Deus, da constante tentativa de dar linguagem e voz à sua revelação, em espaços urbanos, com as pessoas da cidade. Na aparente ausência de Deus está a presença de Deus.  As pessoas estão sempre em busca de felicidade, justiça e pão; também querem libertação da morte. Elas se movimentam em direção a Deus. Buscam a superação das suas fraquezas e necessidades. Os seus olhares, no entanto, direcionam-se ao sucesso, à prosperidade, à magia e ao poder e, assim, permanecem cada vez mais longe de Deus. Já a busca por comunhão com Deus e com as pessoas da cidade, que  passa  pela realidade da cruz, pelo aparente abandono de Deus,as levam à cura e à felicidade com dignidade. Por isso cremos que também as Metrópoles abrigam a contínua presença salvadora de Deus, através do Cristo da Cruz e da ressurreição.

O enfrentamento a esse desafio teológico conduz as Igrejas e as Comunidades ao diálogo e a interação com o seu contexto urbano, onde está estampada a Cruz de Cristo. Ali, pela graça e ação do Espírito Santo, através da Diaconia e da missão, as pessoas e as comunidades podem conviver com os sinais do reino de Deus e olhar com liberdade para os sinais transformadores da ressurreição.


20 de dezembro de 2025

Lucas 9. 28-36 (três tendas no monte da transfiguração) Marcos 10.35ss (pedido para sentar um ao lado Direito e outro ao lado esquerdo A comunhão cria solidariedade, espaço de vida, sinal da graça, fragmentos da vida plena, antecipação da graça de Deus. Espaços de comunhão, experiências de comunhão são revelações de resistência à idolatria e às forças da morte. Na correria, no dia-a-dia fugimos da cruz. Queremos curar a nós mesmos e construir tendas, flutuar da realidade... Nosso desafio, nosso testemunho, nossa resposta ao amor de Deus cria comunhão ente os que vivem na situação de Cruz, a dor, a perda, a exclusão, a solidão... Não conseguimos experimentar a ressurreição sem assumir a cruz, sem a consciência do pecado e da realidade sem paz, sem pão, sem fé, sem esperança, sem Deus Criar comunhão, espaço de comunhão para as vítimas do pecado , da violência, dos poderes da morte. Em comunhão com Cristo encontram resistência, fortalecimento, consolo, renascimento. O lema do tema do ano, dá-nos o pão nosso de cada dia, pressupõe a realidade sem pão, sem vida – nessa realidade clamamos pelo pão. Reconhecemos a cruz e clamamos por salvação, clamamos comunhão com Deus, clamamos por espaços de vida na realidade de cruz – negamos o mundo virtual, ideal, a fantasia. Com fé, na realidade da cruz clamamos por comunhão, queremos ver o olhar de Deus, a presença de Cristo. Em nosso mundo sem espaço de comunhão, sem a presença do Deus da vida impera a cruz, não há ressurreição

Desafios da Igreja nas Metrópoles brasileiras

Entre os desafios das Igrejas na metrópole, em especial, das comunidades da nossa IECLB escolho o teológico: Onde está a Cruz de Cristo nas ...